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| Ilhéus passou de 15 para mais de 37 milhões na atual licitação do Lixo. |
A gestão dos resíduos sólidos em Ilhéus vive um momento de forte tensão, marcado pelo descontentamento da população e cobranças diretas ao poder público.
Nas últimas semanas, moradores de diversos bairros — incluindo localidades da Zona Norte, Zona Sul, periferias e zona rural — têm utilizado as redes sociais e os canais de comunicação locais para denunciar o acúmulo excessivo de detritos e a descontinuidade do serviço essencial.
Alguns bairros enfrentando até 15 dias sem a passagem dos caminhões compactadores e com isso resíduos orgânicos expostos ao sol gerando forte odor e desconforto, cenário que eleva a proliferação de insetos, ratos e urubus próximos a residências e comércios.
Acúmulo de lixo em pontos turísticos, como a Baía do Pontal e as praias, trás impacto direto no turismo.
A gravidade do problema levou a Prefeitura de Ilhéus, por meio da Secretaria Municipal de Serviços Urbanos (Secsurb), a adotar medidas enérgicas. Fiscalizações realizadas no início de julho de 2026 comprovaram falhas na execução das rotas contratuais pela concessionária responsável. Diante da persistência das irregularidades, o município notificou a empresa, exigindo a regularização imediata das rotas sob pena de sanções administrativas e judiciais.
Embora mutirões de limpeza tenham sido organizados para amenizar os pontos críticos, a população cobra uma solução definitiva. Os moradores argumentam que os cronogramas oficiais de coleta não estão sendo cumpridos, o que desorganiza a rotina dos bairros e transforma as calçadas em depósitos de lixo a céu aberto. Enquanto o impasse contratual não é totalmente sanado, a comunidade segue convivendo com o descaso, cobrando fiscalização mais rígida e o retorno imediato da dignidade urbana nas ruas de Ilhéus.
Será essa, mais uma crise do atual governo?
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